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JOGADOR: Vendo, compro, empresto e/ou troco por ouro.

A escravidão parece ser uma grande vergonha para a humanidade. Todos os meios de comunicação do planeta costumam tratar tal prática como desumana, um dos grandes erros da história do homem. Próximo ao fim do século XIX a escravidão deixara de existir praticamente em todo o planeta. Hoje, este exercício é considerado ilegal, em especial, no Brasil, país do futebol, onde a prática se aplicava primordialmente aos negros, raça dos principais ídolos do futebol, até hoje. Não entendeu meu paralelo? Veja Bem...


Kaká, um exemplar talentoso e eficaz, foi vendido ao Real Madrid, grande senhor das terras da Espanha, por 65 milhões de euros. Cristiano Ronaldo, um competente espécime dos reinos portugueses, foi adquirido pelo mesmo senhor, o Real Madrid, por uma quantia um pouco maior. Os senhores dos campos, uma classe emergente e poderosa, têm se enfrentado nos mercados da bola, lugares onde grandes promessas indefesas são negociadas, usualmente, guiados por empresários sanguinários com sangue na boca e sedentos por infinitas rúpias, lá se vê a força do escravo, resistência, habilidade, dentes, cabelos e procedência.

Pode lhe parecer um exagero, mas eu posso relatar casos de jogadores que quiseram retornar ao Brasil, especialmente do mundo árabe, e tiveram seus passaportes presos pelos sheiks milionários que não queriam ver um investimento com retorno certo abandonar os campos. O espécime brasileiro é um escravo em potencial. Normalmente pobre, nascido num campo e criado para jogar futebol, é uma presa fácil na visão dos empresários, aqueles jagunços e capangas que impedem o escravo de fugir.

Se ainda há um argumento, deixe-me discorrer um pouco mais. O grande senhor, aquele que motiva o escravo, é apenas um, o dinheiro. Este é o dono do escravo futebolista, como é dono do senhor de campos e dono do jagunço empresarial. O dinheiro motiva o senhor a dedicar sua vida aos coliseus onde seus escravos se digladiam. O dinheiro motiva o empresário a negociar a vida de outros e os inserir nos coliseus. E este mesmo senhor é o horizonte do escravo, talvez, quando tiver dinheiro suficiente, o escravo compre sua alforria e pendure as chuteiras. Mas aí vira um homem livre, quem sabe não passe a ser um peladeiro, escravo apenas da paixão pela bola. Sem chicotadas de críticos nem a glória do dinheiro.

3 comentários:

Paula disse...

Tenho raiva de jogadores de futebol. Ganham milhões pra apenas...chutar e correr atrás de bolas.
Enquanto eu ,que queimo as pestanas pra decorar fórmulas e textos mil,jamais verei tanto dinheiro assim na vida. Mas fazer o que,né? Anyway,chega de rants internéticos por hoje.

Marluce disse...

Parabéns meu sobrinho maravilhoso....
continue assim brilhando!!!!
te amo muuuuuiiiiiitttttoooo...

Fernanda Medeiros disse...

Status: Sentindo falta dos teus textos! ;) ((NOBRE Fábio))